Cruzadas Polilós
Polilós de todo o Mundo de Máior e arrabaldes doirados e assim, apraz-nos, ou nem por isso, informá-los do desaparecimento dos célebres estatutos. A última vez que foram avistados estavam na posse da Oposição que os remeteu para o recato de seu anterior lar, à Junqueira, Lisboa. Diz quem os viu, que eram de uma beleza extasiante, capazes de dar braços a menetas, pernas a pernates e mancos, marretas e ceguetas, as suas páginas impressas com a mais bela tinta bic jamais vista, as suas folhas, do mais puro papel reciclado jamais encontrado, as suas argolas, do mais delicado arame jamais fabricado, a sua capa, do mais duro cartão prensado jamais endurecido, flores, às cores, adornando o frontispício e um cheiro a rosas que se libertava de suas páginas quando folheadas por mãos enluvadas. Estes manuscritos, de incontornável importância no panorama cultural, artístico, político, religioso, desportivo, gastronómico, literário, enfim intelectual, no seu mais amplo e reduzido sentido, foram remetidos para os reais cofres polilós por precaução, tendo sido, de tal forma bem escondidos, que não mais foram vistos por olhos humanos e não só.
Por todas estas razões e não descurando nunca o secretismo que envolve uma tal operação, os Polilós decidiram desenvolver uma operação que designaram, com toda a sapiência e humildade que lhes é habitual, de “As Cruzadas Polilós – Em Busca do Graal Poliló”. A Idade Média teve as cruzadas que cruzaram mares e terras sarracenas em busca do Cálice Sagrado, o mesmo descoberto por Indiana Jones numa qualquer tela cinematográfica. Esta Idade, a Idade de Máior, terá as cruzadas que cruzarão aeroportos, estações de comboios, hotéis, e terras europeias em busca do Caderno Sagrado, uniformes rosa com cruzes doirada esvoaçando por entre ares condicionados.
Os candidatos a cruzados deverão assim percorrer a Europa numa demanda que começará em Praga, passará por Budapeste, Aeroporto de Frankfurt, seguindo as pegadas daquela que foi a viagem da descoberta poliló, e não descurando nenhum canto e recanto, escada, estação de Metro, rua, sargeta e assim. Já em Portugal deverão ser revistadas as casas da Junqueira, Quartier Latino, Gaivotas, Paço das Galeotas, ao Parque das Nações, Sapadores e Penha de França.
Aguardem novidades.
A Tesoureira
Karlova Namesty
Por todas estas razões e não descurando nunca o secretismo que envolve uma tal operação, os Polilós decidiram desenvolver uma operação que designaram, com toda a sapiência e humildade que lhes é habitual, de “As Cruzadas Polilós – Em Busca do Graal Poliló”. A Idade Média teve as cruzadas que cruzaram mares e terras sarracenas em busca do Cálice Sagrado, o mesmo descoberto por Indiana Jones numa qualquer tela cinematográfica. Esta Idade, a Idade de Máior, terá as cruzadas que cruzarão aeroportos, estações de comboios, hotéis, e terras europeias em busca do Caderno Sagrado, uniformes rosa com cruzes doirada esvoaçando por entre ares condicionados.
Os candidatos a cruzados deverão assim percorrer a Europa numa demanda que começará em Praga, passará por Budapeste, Aeroporto de Frankfurt, seguindo as pegadas daquela que foi a viagem da descoberta poliló, e não descurando nenhum canto e recanto, escada, estação de Metro, rua, sargeta e assim. Já em Portugal deverão ser revistadas as casas da Junqueira, Quartier Latino, Gaivotas, Paço das Galeotas, ao Parque das Nações, Sapadores e Penha de França.
Aguardem novidades.
A Tesoureira
Karlova Namesty

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