Tomo I, Capítulo I, fascículo Poliló B, Versículo Rosa 1º
Batem leve, levemente… será Venceslau?
Manhã triste a que nos acordou e levantou no dia seguinte. Do céu jorrou água aos litros e no ar uma brisa fria, gelada, gelada demais para o calor português, soprava. Gelada demais para os simples casacos e camisolas que envergávamos. Gelada demais para não se infiltrar por todos os cantos do corpo. Dêem-me um gorro, dêem-me umas luvas, dêem-me um cachecol, dêem-me uma manta. Então mas não estamos no princípio de Outubro? Então mas isto não é suposto estar um bocadinho mais quente? Então mas nós não comprámos um pack turístico com direito a bom tempo e tudo? Então mas, mas, mas … Mas nada, vamos embora que se faz tarde.
Com todos os “mas” à parte, lá vamos nós ter que sair para a rua e calcorrear a calçada não portuguesa de Praga, com vento e chuva e frio e tudo, aliás, “a chuva checa não molha como a nossa”, segundo constou. Não acuso ninguém. Ninguém se acusa? Então eu cá não sei de nada. Lá fora espera-nos… Praga! Ai que linda! Sigamos o rosa pink do casaco da Sofia. Destino - o coração da cidade, o Castelo de Praga. Siga o Metro e cuidado com as escadas rolantes.
Sair do Metro numa das zonas mais monumentais da cidade, semi-encharcados (nem os impermeáveis, nem o mini-chapéu de chuva nos protegeu) é… a vida. Sair do Metro, olhar à volta e não poder tirar fotografias por causa da chuva é…. a vida. Sair do Metro e não poder abrir os mapas para saber por onde ir é… a vida. Sair do Metro e ter que subir uma colina íngreme desabrigada e ventosa, até ao Castelo é… a vida. Chegar ao Castelo e enfiar-nos na Catedral de São Vito e nos museus é… ser esperto, e isso, bem isso todos os portugueses o são.
Falar da Catedral de São Vito, é falar de Venceslau, mártir assassinado às mãos de um cruel irmão (pelos vistos a crise da família não é um problema actual…), são Venceslau, padroeiro desta viagem e, atrevo-me a dizê-lo (a Oposição que nem se atreva a desmentir-me), dos polilós. A nossa presidente em especial, sentiu-se particularmente movida e comovida com as graças e desgraças do mártir (para que conste, ela foi a viagem toda de Lisboa a Praga a falar na história do Venceslau, que isto os guias da American Express têm destas coisas). Vá Sofia, sai lá da frente do vitral e anda subir à torre. E sobe, e sobe e sobe, espera lá que vem lá gente, deixa passar, e sobe e sobe e sobe… então mas isto nunca mais? Encosta e deixa passar, e sobe e sobe e sobe e sobe e sobe, estamos quase, e sobe e sobe e sobe, ai que já vejo uma luz, e sobe e sobe e sobe, ai que já nem sinto as pernas, e sobe…e sobe…e sobe…e sobe… ai, esperem lá que eu tenho que parar, esta espiral nunca mais acaba, e sobe… e sobe… e sobe… espera, estamos lá… chegámos… um banco, uff!!!! A história segue depois que vou ver se descanso as pernas.
Manhã triste a que nos acordou e levantou no dia seguinte. Do céu jorrou água aos litros e no ar uma brisa fria, gelada, gelada demais para o calor português, soprava. Gelada demais para os simples casacos e camisolas que envergávamos. Gelada demais para não se infiltrar por todos os cantos do corpo. Dêem-me um gorro, dêem-me umas luvas, dêem-me um cachecol, dêem-me uma manta. Então mas não estamos no princípio de Outubro? Então mas isto não é suposto estar um bocadinho mais quente? Então mas nós não comprámos um pack turístico com direito a bom tempo e tudo? Então mas, mas, mas … Mas nada, vamos embora que se faz tarde.
Com todos os “mas” à parte, lá vamos nós ter que sair para a rua e calcorrear a calçada não portuguesa de Praga, com vento e chuva e frio e tudo, aliás, “a chuva checa não molha como a nossa”, segundo constou. Não acuso ninguém. Ninguém se acusa? Então eu cá não sei de nada. Lá fora espera-nos… Praga! Ai que linda! Sigamos o rosa pink do casaco da Sofia. Destino - o coração da cidade, o Castelo de Praga. Siga o Metro e cuidado com as escadas rolantes.
Sair do Metro numa das zonas mais monumentais da cidade, semi-encharcados (nem os impermeáveis, nem o mini-chapéu de chuva nos protegeu) é… a vida. Sair do Metro, olhar à volta e não poder tirar fotografias por causa da chuva é…. a vida. Sair do Metro e não poder abrir os mapas para saber por onde ir é… a vida. Sair do Metro e ter que subir uma colina íngreme desabrigada e ventosa, até ao Castelo é… a vida. Chegar ao Castelo e enfiar-nos na Catedral de São Vito e nos museus é… ser esperto, e isso, bem isso todos os portugueses o são.
Falar da Catedral de São Vito, é falar de Venceslau, mártir assassinado às mãos de um cruel irmão (pelos vistos a crise da família não é um problema actual…), são Venceslau, padroeiro desta viagem e, atrevo-me a dizê-lo (a Oposição que nem se atreva a desmentir-me), dos polilós. A nossa presidente em especial, sentiu-se particularmente movida e comovida com as graças e desgraças do mártir (para que conste, ela foi a viagem toda de Lisboa a Praga a falar na história do Venceslau, que isto os guias da American Express têm destas coisas). Vá Sofia, sai lá da frente do vitral e anda subir à torre. E sobe, e sobe e sobe, espera lá que vem lá gente, deixa passar, e sobe e sobe e sobe… então mas isto nunca mais? Encosta e deixa passar, e sobe e sobe e sobe e sobe e sobe, estamos quase, e sobe e sobe e sobe, ai que já vejo uma luz, e sobe e sobe e sobe, ai que já nem sinto as pernas, e sobe…e sobe…e sobe…e sobe… ai, esperem lá que eu tenho que parar, esta espiral nunca mais acaba, e sobe… e sobe… e sobe… espera, estamos lá… chegámos… um banco, uff!!!! A história segue depois que vou ver se descanso as pernas.
A Tesoureira sem fundos

1 Comments:
nao estamos a esquecer um ponto importante nesta historia?
descobrimos q a sofia, numa d suas muitas vidas passadas q tinha sido amante d tal venceslau?!? istotd numa cena altamente estranha, c velas a acender e a apagar, ventos fortes a percorrer a catedral e c sons estranhos...
artista d serviço
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