Tomo I, Capítulo I, fascículo Poliló A, Versículo Rosa 3º
Gira a roda, gira o prato, gira a cabeça… e gira a carteira!
A pedido da exma. Sra líder para a Juventude Poliló, dedica-se o presente a descrever o supramencionado jantar. O primeiro jantar poliló em Praga merece, realmente, um capítulo especial, como especiais são sempre as primeiras impressões que se têm quando se chega, pela primeira vez, a qualquer sítio. Aquelas que ficam e perduram, mesmo quando a alma já percorre sozinha o entrelaçado das ruas sem se perder, mesmo quando um cheiro nos lembra um alguém, um som, um local, um paladar, uma situação. Descrever o restaurante, típica cervejaria da Boémia que nos habita a imaginação, mesas compridas com bancos corridos de madeira, cheiro a cerveja no ar, canecas que batem, cerveja que chocalha, espuma a transbordar, alegria, algazarra, calor, aquele quentinho humano que aquece a alma e a garganta, uma certa névoa a coroar de mistério a imagem que perdura. Sentar naqueles bancos, sentir, finalmente, o descanso do guerreiro, ou dos guerreiros, o calor a aquecer os ossos, o estômago que assinala as 5 horas de interlúdio abstémio. Bem, foi assim o chegar lá. Foi assim o sentar lá. E é assim que começa este fascículo. Sério este parágrafo. Sério demais. Se calhar porque o escrevê-lo faz-nos saltar para Praga, como se fosse possível voltar a viver aquelas primeiras horas naquela cidade mágica. Se calhar é mesmo possível voltar para lá. Se calhar neste mesmo momento…
Bem, aligeiremos o discurso. Que seriedade. Que saudade. Que vontade de ter férias. Que vontade de sair daqui. Sigam as palavras para uma bandeja redonda a abarrotar de shots. Siga a atenção para um cheiro a álcool com canela à mistura, bebida enebriante e enganadora para os estômagos ocos e vazios de 5 polilós esfomeados e curiosos, sigam os olhos para 4 pares de bochechas rosadas que invadem as faces portuguesinhas de todos, excepção feita ao imperturbável semblante e alva tez do nosso VP. Alguém tinha, na realidade, de manter uma certa dignidade sóbria. Ainda hoje não percebo como é que ele o conseguiu, se eu só com meio copo fiquei como fiquei….. sem falar da Oposição (uma vergonha), líder para a Juventude Poliló (esses olhos não enganam ninguém) e, enfim, a nossa Presidente (olha a imagem, olha-me para essas rosetas). Para a posteridade, e não só, ficam as imagens desses momentos. E que ninguém se deixe enganar. Também, com aquele ar, ninguém se ia deixar enganar. Devia ser proibido servir bebidas a turistas inocentes acabadinhos de chegar. Ainda nem tínhamos desfeito as malas, que é lá isso?
O menu. Pois os títulos eram todos tão esclarecedores (será que estavam traduzidos para inglês? Não me lembro). Vá-se lá perceber checo, corrijo (e que me perdoe o lapso a mui distinta e digna Presidente), vá-se lá perceber checo antes de a nossa Presidente completar o seu doutoramento nesta língua. Ficou assim decidido que cada qual pedia um prato e que todos comeríamos um pedaço do de todos, assim ao jeito dos restaurantes chineses, mas numa nova versão de “gira o prato”. Ele há lá melhor maneira de começar a conhecer a gastronomia local? Ele há lá melhor maneira de forrar o estômago? E ele há lá melhor maneira de escandalizar a seriedade enjoada de 4 turistas italianos? É que na nossa mesa estavam 4 jovens italianos tão sérios, calados e anti-sociáveis, que não houve jeito de pôr a falar. Nem com shots com sabor a canela. E roda o prato. Nem com os nossos disparates. E roda mais uma vez. Enfim, com nada. Ora bolas, mas então os italianos não são uns “tagarelas” simpáticos? É que estes não o eram nada. Olha, é olhar para o outro lado. Pode ser que tenhamos mais sorte. Mas espera lá, se olharmos para o outro lado entramos numa cena de engate explícito, bolinha vermelha no canto superior direito e tudo, maiores de 18 anos, 21, eu sei lá. E roda o prato. Bom, isto o melhor é capaz de ser olharmos uns para os outros, tão lindos na nossa alegria ébria e esfomeada. Olhemos então. Ai o sabor daquela comidinha bem temperada e condimentada, aquele pãozinho checo a molhar na “molhonga” suculenta do guisado, os vegetais bem suculentos, as carnes tenrinhas e saborosas… E roda o prato. Ai que fome…. E as sobremesas? Estranho, o que comemos nós de sobremesa? Seriam crepes de frutos silvestres? Tarte de frutos silvestres? Teria alguma coisa a ver com frutos silvestres? Pode ser que alguém se lembre. E roda o prato. Esclareçam por favor. Teria, com toda a certeza, algures frutos silvestres. Seria Strüddel de frutos silvestres? Só frutos silvestres? Arroz doce de frutos silvestres? Mousse de frutos silvestres? Doce da casa de frutos silvestres?
Olha, trazem a conta, espera lá quanto é que isto vale em euros. Espera aí, ora estas coroas valem tanto, aquelas outro tanto e esta conta…. Olha lá se vão coroas. E olha lá nos vamos nós para o fresco da noite em Praga.
A Tesoureira
A pedido da exma. Sra líder para a Juventude Poliló, dedica-se o presente a descrever o supramencionado jantar. O primeiro jantar poliló em Praga merece, realmente, um capítulo especial, como especiais são sempre as primeiras impressões que se têm quando se chega, pela primeira vez, a qualquer sítio. Aquelas que ficam e perduram, mesmo quando a alma já percorre sozinha o entrelaçado das ruas sem se perder, mesmo quando um cheiro nos lembra um alguém, um som, um local, um paladar, uma situação. Descrever o restaurante, típica cervejaria da Boémia que nos habita a imaginação, mesas compridas com bancos corridos de madeira, cheiro a cerveja no ar, canecas que batem, cerveja que chocalha, espuma a transbordar, alegria, algazarra, calor, aquele quentinho humano que aquece a alma e a garganta, uma certa névoa a coroar de mistério a imagem que perdura. Sentar naqueles bancos, sentir, finalmente, o descanso do guerreiro, ou dos guerreiros, o calor a aquecer os ossos, o estômago que assinala as 5 horas de interlúdio abstémio. Bem, foi assim o chegar lá. Foi assim o sentar lá. E é assim que começa este fascículo. Sério este parágrafo. Sério demais. Se calhar porque o escrevê-lo faz-nos saltar para Praga, como se fosse possível voltar a viver aquelas primeiras horas naquela cidade mágica. Se calhar é mesmo possível voltar para lá. Se calhar neste mesmo momento…
Bem, aligeiremos o discurso. Que seriedade. Que saudade. Que vontade de ter férias. Que vontade de sair daqui. Sigam as palavras para uma bandeja redonda a abarrotar de shots. Siga a atenção para um cheiro a álcool com canela à mistura, bebida enebriante e enganadora para os estômagos ocos e vazios de 5 polilós esfomeados e curiosos, sigam os olhos para 4 pares de bochechas rosadas que invadem as faces portuguesinhas de todos, excepção feita ao imperturbável semblante e alva tez do nosso VP. Alguém tinha, na realidade, de manter uma certa dignidade sóbria. Ainda hoje não percebo como é que ele o conseguiu, se eu só com meio copo fiquei como fiquei….. sem falar da Oposição (uma vergonha), líder para a Juventude Poliló (esses olhos não enganam ninguém) e, enfim, a nossa Presidente (olha a imagem, olha-me para essas rosetas). Para a posteridade, e não só, ficam as imagens desses momentos. E que ninguém se deixe enganar. Também, com aquele ar, ninguém se ia deixar enganar. Devia ser proibido servir bebidas a turistas inocentes acabadinhos de chegar. Ainda nem tínhamos desfeito as malas, que é lá isso?
O menu. Pois os títulos eram todos tão esclarecedores (será que estavam traduzidos para inglês? Não me lembro). Vá-se lá perceber checo, corrijo (e que me perdoe o lapso a mui distinta e digna Presidente), vá-se lá perceber checo antes de a nossa Presidente completar o seu doutoramento nesta língua. Ficou assim decidido que cada qual pedia um prato e que todos comeríamos um pedaço do de todos, assim ao jeito dos restaurantes chineses, mas numa nova versão de “gira o prato”. Ele há lá melhor maneira de começar a conhecer a gastronomia local? Ele há lá melhor maneira de forrar o estômago? E ele há lá melhor maneira de escandalizar a seriedade enjoada de 4 turistas italianos? É que na nossa mesa estavam 4 jovens italianos tão sérios, calados e anti-sociáveis, que não houve jeito de pôr a falar. Nem com shots com sabor a canela. E roda o prato. Nem com os nossos disparates. E roda mais uma vez. Enfim, com nada. Ora bolas, mas então os italianos não são uns “tagarelas” simpáticos? É que estes não o eram nada. Olha, é olhar para o outro lado. Pode ser que tenhamos mais sorte. Mas espera lá, se olharmos para o outro lado entramos numa cena de engate explícito, bolinha vermelha no canto superior direito e tudo, maiores de 18 anos, 21, eu sei lá. E roda o prato. Bom, isto o melhor é capaz de ser olharmos uns para os outros, tão lindos na nossa alegria ébria e esfomeada. Olhemos então. Ai o sabor daquela comidinha bem temperada e condimentada, aquele pãozinho checo a molhar na “molhonga” suculenta do guisado, os vegetais bem suculentos, as carnes tenrinhas e saborosas… E roda o prato. Ai que fome…. E as sobremesas? Estranho, o que comemos nós de sobremesa? Seriam crepes de frutos silvestres? Tarte de frutos silvestres? Teria alguma coisa a ver com frutos silvestres? Pode ser que alguém se lembre. E roda o prato. Esclareçam por favor. Teria, com toda a certeza, algures frutos silvestres. Seria Strüddel de frutos silvestres? Só frutos silvestres? Arroz doce de frutos silvestres? Mousse de frutos silvestres? Doce da casa de frutos silvestres?
Olha, trazem a conta, espera lá quanto é que isto vale em euros. Espera aí, ora estas coroas valem tanto, aquelas outro tanto e esta conta…. Olha lá se vão coroas. E olha lá nos vamos nós para o fresco da noite em Praga.
A Tesoureira

6 Comments:
acho mesmo q temos q juntar a este maravilhoso versiculo as fotos d nossos brindes q descrevem totalmente o nosso estado d alegria... cof! cof!...
o q acha sra tesoureira?
lider djuventude
Acho muito bem, agora é só a Oposição colocar no blog. Realmente só visto.
A Tesoureira
Cara "colega" da juventude.
Venho por este meio explicar a sua excelência oa caminhos nem sempre bons da vida.
Com não sabe, cara "colega", depois da vida dos jovens as coisas acabam por se complicar. Não entende? Eu explico. Como deveria saber, para colocar aqui as fotos e os estatutos alguém tem de tratar das coisas e, como já reparou, aqueles que têm de trabalhar, nem sempre estão disponíveis para colagens virtuais.
Fica aqui a explicação, embora saiba de antemão que vai haver resposta e ainda por cima pouco fundamentada.
A Oposição
PS. não percebo porque tenho que ser eu a ter o programa para colocar as fotos e não é a cara "colega" ou outra "colega" qualquer.
esta cara colega nao tem o programa para inserir as imagens. os estatutos só o caro colega tem algures no seu escritorio. é d salientar q esta colega tambem, como o sr., tem actividades extra como é de esperar d uma lider d juventude
para dizer a verdade nem sei pq q a oposiçao ficou como ficou, quando referi as fotografias, a unica coisa q peço sao os estatutos q estao a sua guarda (e q nem referi neste post), nada mais...
lider d juventude
A cara "colega" está há meses a mandar bocas à oposição e, se olharmos com atenção, a cara "colega" também tem telhado de vidro. Portanto n atire pedras aos outros. Os estatutos estão no meu escritório sim sr, mas como deve saber (e daí talvez não), o papiro onde foram escritos os famosos estatutos não pode sair de casa sem ser devidamente condicionado. Portanto, espero o desloqueio das verbas por parte da tesoureira, para poder transportar convenientemente os referidos estatutos.
A Oposição, cada vez mais só, mas em pé como as àrvores
PS. O programa exite na net para se fazer download, portanto, tanto eu como a líder da juventude pode efectuar o upload das imagens (que estão em rede)
Caros colegas, no que se refere a essa matéria - o desbloqueio de verbas para a transladação dos famosos papiros doirados poliló - resta-me lembrar os colegas que, sem pagamento de cotas, não há capital. As mui nobres e selectas contas polilós estão a menos de zero e os cofres de-máiores estão vazios, tendo sido inclusivamente alugados ao coro de santo Amaro de Oeiras devido à sua actual maravilhosa acústica, como bem o sabem.
Grata por relembrarem o pagamento das cotas em atraso de todos
Dos colegas atenciosamente
Karlova Namesty
A Tesoureira
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