Polilo

Segunda-feira, Maio 16, 2005

Tomo I, Capítulo I, fascículo Poliló A, Versículo Rosa 2º

De como a chegada a Praga pode ser enebriante…. E de como só o VP escapa incólume ao poder de shots com sabor a canela

Voltamos a seguir as pisadas dos heróis polilós na saga da construção do movimento poliló.
Voltamos portanto a pisar o chão lavado de fresco com cheiro a Ajax rosas, do pavimento do aeroporto, naquela madrugada, daquele Outubro, naquele Outono, daquele ano, no encalce dos ainda simples funcionários do município de Lisboa, ingénuos, leves, livres e soltos, arrastando os seus tróleis e o seu sono pelas passadeiras rolantes da Portela, que os conduziam ao check-in, as filas de máiores que os aguardavam para a entrada no voo da Luftansa com destino a Frankfurt, o embarque, a viagem de 2h30m, o sono reparador da futura Presidência e Oposição, a leitura exaustiva dos Guias da American Express para Praga e Budapeste, por parte do Sr. VP, a chegada a Francoforte (Frankfurt em português é mesmo muito poliló), a correria louca pelos extensos, e eles mesmos muito polilós, corredores do dito aeroporto, rampas que giram, rampas paradas, elevadores que se sobem, escadas galgadas e….. a entrada no avião para Praga, mesmo em cima da hora, as portas quase a fecharem, as rodas quase a chiarem, os fôlegos quase a faltarem, os corações a palpitarem e…. o descanso. E o ponto final deste parágrafo que já vai um bocadinho longo também. Safa.

A chegada a Praga faz-se sem grandes problemas, com excepção de que, segundo a sra Presidente, sempre atenta aos pormenores, o avião ia caindo. Não confirmo, nem desminto, não dei pelo poço de ar. Devia ir a olhar pela janela juntamente com a sra líder da juventude para a vista “mai’ linda”, se bem que não me lembro se tinha cordilheiras….. ou seriam quintas? Adiante, siga o avião para o aeroporto. Pois, não vale a pena descrever, como a chegada ao aeroporto de Praga, levou à troca, toma lá euro, dá cá coroa, ou de como a Tesoureira chegou à conclusão de que tinha que ir armar um escândalo na Optimus porque não lhe tinham feito o roaming, nem de como ainda o não fez. Antes que a Oposição (sempre atenta aos mais ínfimos detalhes), se adiante em considerações relativamente à inércia da Tesoureira em relação a este tema, resta-me esclarecer que as contas polilós requerem-lhe (me) uma atenção tal, que a oportunidade de “ir lavar a roupa suja” para os balcões da dita rede de telemóveis, ainda não surgiu. Há quem afirme a pés juntos que a mesma não se verificará nunca, ao que me resta acrescentar que não confirmo nem desminto. Sigamos de volta para um autocarro entre tróleis que sobem e tróleis que descem, e checos que olham impávidos e serenos a confusão que 5 portugueses barulhentos e suas bagagens a tentar entrar num autocarro e comprar bilhetes, provocam num vulgar percurso, de uma vulgar carreira urbana, entre o aeroporto e a estação de metro mais próxima.

Antes de seguir viagem até ao destino final deste fascículo versiculado 2º do 1º tomo, 1º capítulo, a mesa rectangular de uma cervejaria checa, embalados por shots de sabor a canela e gargalhadas e bochechas vermelhuscas a acompanhar, excepção feita ao Sr. VP (não percebo como é que ele consegue), convém referir que na 1ª viagem de metro em Praga, e aproveita-se a ocasião para registar esse facto da maior importância para futuros visitantes da capital checa, ficámos a saber que “quando se aproxima do panastro deve virar à direita”. Pois, é o que, a jeito do “Mind the Gap” londrino, se diz no metro de Praga, só que para referir que quando soar o apito já não se pode entrar na carruagem. Estes checos. Aqui fica o esclarecimento aos viajantes mais curiosos.

Bem, este capítulo já está de-máior de mais e eu tenho mais o que fazer, oops, tenho que ir tratar das contas polilós. Resta dizer que a chegada ao hotel, o depositar das malas, o seguir rumo ao centro da cidade provocou uma fome tal que, às 19:00h, já os nossos heróis estavam sentados na mais antiga e afamada cervejaria da cidade, a beber uns singelos shots com sabor a canela que iam sendo gentilmente servidos pelos empregados, e que , um a um, com excepção do VP, se instalou no grupo uma sensação de alegria alcoolizada à mistura com uma risota colectiva que não se propagou à Vice-Presidência, sempre fina e elegante.

A Tesoureira

4 Comments:

At 5/16/2005 9:13 AM, Anonymous Anónimo said...

e tb d nao esquecer no jogo d rodagem dos belos pratos, 5 ao todo. movimento esse q deixou deslubrados um grupo d italianos... hehehe
é tb d salientar q a comida checa e optima e acerveja entao nem se fala... a melhor q a lider d juventude ja bebeu...
no "concurso d bebida" ganhou a oposiçao e a tesoureira so c meio shot, o vp e a lider da juventude (n altura mera estagiaria) foi a noite td, alem devido a sua constituiçao nao resistiu com tanto estilo claro cm sr. vp, hehehe!!!

lider d juventude

 
At 5/16/2005 9:15 AM, Anonymous Anónimo said...

acho ate q se devia escrever um versiculo so sobre esse jantar.. o q acha sra tesoureira? talvez ate acompanhado c algumas fotos comprovativas dos nossos estados alcolizados...

lider d juventuda

 
At 5/16/2005 12:41 PM, Anonymous Anónimo said...

Eu acho que a Sra Líder da Juventude tem razão. Só o jantar dava um capítulo. Fica na forja para o episódio 3.

A Tesoureira

 
At 5/17/2005 11:01 AM, Anonymous Anónimo said...

continua a faltar os estatutos e agora a fita, juntamento c fotos, d relaçoes publicas...
tinha a falha d oposiçao...

lider d juventude

 

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